Publicado por: ArthurKane | dezembro 28, 2009

Reviews de filmes – Maniac Cop (1988)

Ah, o cinema B…

Poucas coisas são tão realizadoras quanto reunir a galera com o único intuito de assistir – e criticar – um filme cujo orçamento não é maior que um sanduíche de mortadela. Quem já fez sabe. E é estupidamente engraçado notar como alguns desses filmes, apesar do mote inicial ridículo ou totalmente pobre em conteúdo e originalidade, tem a coragem de encarar a si mesmos como filmes sérios.

Maniac Cop é um desses filmes.

E, damn, ele é bom no que faz.

Tudo começa com um policial possivelmente obeso vestindo sua farda e, pelo fundo musical bem característico, já dá pra saber que ele é o tira maníaco que dá nome ao filme.

Eu fiz questão de pegar logo o momento da imagem porque é justamente a hora que todo fã de filme B se borra de felicidade: o nome que Bruce Campbell surge na tela, em letras vermelhas garrafais. Pra quem não sabe, Bruce Campbell é um dos maiores atores da história – não, eu não sou imparcial -, tendo ficado conhecido pelo papel de Ash J. Willians na trilogia The Evil Dead, série sobre a qual eu ainda pretendo falar um dia.

Certo. Voltando pra Maniac Cop…

Entramos num boteco qualquer, onde pessoas jogam sinuca e enchem a cara como de costume e conhecemos Cassey, uma garota sobre a qual, até então, nada sabemos.

Não que faça diferença. Ela começa o filme recusando a companhia de um cara pra chegar até em casa, dizendo que prefere enfrentar a rua sozinha. Todo mundo sabe onde isso vai parar, certo?

Então, após uma pequena sequencia onde tudo que acontece é ela andando numa rua estranhamente deserta, nós temos uma pequena tentativa de susto e surgem dois vilões.

“Gimme ya money!”

Sem motivo, ele mete uma porrada na cara da coitada e só então tenta arrancar a bolsa.

ISSO AÍ, CARA! BATE QUE ELA GOSTA! BATE NESSA VAGAB…

Ah, foi mal. Eu sempre fico assim nessa parte.

Enfim, os ladrões se mostram incrivelmente incompetentes, visto que a moça dá uma surra nos dois e foge correndo pela rua incrivelmente deserta. E então temos uma sequencia um tanto quanto longa, em que a moça foge e os bandidos correm atraz.

Até que todos os problemas parecem se resolver, pois a moça avista um policial fazendo ronda e… “fazendo ronda” nada, porque ele ficou parado o tempo todo, provavelmente viu a mulher fugindo dos caras e nem assim se mexeu.

De qualquer jeito, ele não parece muito confiável…

E a essa hora todo mundo sabe que a mocinha devia ter entregue a bolsa pros vilões e seguido com a sua vidinha.

Enquanto isso, os vilões que só queriam uma bolsa ficam nauseados enquanto assistem toda cena, mas, obviamente, não fazem porra nenhuma.

Frutinhas, mas SEMPRE vilões.

E eles eventualmente são capturados por roubar doce de algum bebê ou invadir a jaula do macaco no zoológico e revelam a polícia que o assassino da jovem Cassey era um policial obeso com uma faca.

Como eles descobriram que ele tinha uma faca se ele até o momento não mostrou nenhuma? Mistério.

Mas tudo isso não faz muita diferença porque ninguém acredita neles, exceto nosso amigo detetive Frank McCrae, interpretado por Tom Atkins, que acha meio improvável que dois jovens possam ter erguido a moça e destruído seu pescoço de forma tão brutal.

Aliás, conhecemos Frank e seu parceiro incompetente, detetive Lovejoy, quando os dois visitam o legista procurando pistas sobre o assassino e tudo que descobrem é que a moça morreu tendo seu pescoço quebrado.

Ótimo trabalho, senhor legista sem nome. Alguém faça um busto de bronze pra ele!

O tira maníaco continua a solta promovendo mortes cada vez mais horrendas e, enquanto isso, o detetive Frank McCrae continua sendo desacreditado pela corporação quando afirma que o assassino pode ser um policial.

O quê? Policiais cometendo algum tipo de violência gratuita? Onde já se viu isso?

Puto com a situação toda, Frank decide falar com uma amiga jornalista, Gina, e pede que coloque uma matéria sobre o policial assassino no jornal da tarde, vendo isso como uma maneira de mobilizar a população.

O que não é exatamente uma boa ideia, porque logo a população alarmada começa a atacar até guardas de trânsito. Coincidentemente, a policia começa a desconfiar de que realmente haja a possibilidade do assassino estar dentro da corporação.

E eles só demoraram um quarto do filme pra isso!!!

Em seguida somos, FINALMENTE, apresentados a Jack Forrest, o protagonista do filme, e Bruce Campbell nas horas vagas!

Certo, descobrimos que Jack e sua mulher estão vivendo uma crise no casamento. Jack então diz que está de serviço durante a noite e, após uma pequena discussão, a mulher desconfiada resolve segui-lo e acaba por descobrir que ele tem um caso com uma policial.

E a chifruda não fica exatamente satisfeita com isso, visto que aponta uma arma pra eles.

De qualquer jeito, as ameaças não dão em nada e a mulher sai chorando pela rua, só de roupão, sendo pega pelo tira maníaco em seguida.

A culpa acaba caindo sobre Jack graças as anotações no diário da falecida, que acreditava que ele podia ser o assassino, e ele acaba preso. Jack, que coincidentemente estava fornicando com a amante nos dias dos ataques, se recusa a revelar seus álibis para proteger a colega/amante.

Por sinal, o nome da amante é Theresa Mallory, interpretada por Laurene Landon, que por sinal era beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem gostosa na época…

Oh, yeah… gimme some sugar, babe!

Ahn, voltando…

Theresa está trabalhando disfarçada como garota de programa em um localzinho bem suspeito e acaba de dispensar um velho tarado quando tem a sorte de dar de cara com o tira maluco.

Ele não é exatamente simpático, já que tenta matá-la ali mesmo, mas Theresa acaba se desvencilhando e mete alguns balaços no infeliz antes de McCrae chegar e se juntar a festa. Juntos, os dois metralham nosso amigo tira, e então descobrimos que além de parecer um mamute e ser um psicopata, ele também é a prova de balas e provavelmente indestrutível.

Sério, ele toma tiro e nem treme.

Jason ficaria orgulhoso.

Enfim, o assassino some sem deixar vestígios e todo mundo fica de boca aberta. Um mamute psicopata indestrutível e que pode se teleportar. Estamos perdidos.

McCrae e Mallory passam a desconfiar de Sally Noland, uma coxa que trabalha no departartamento, por… algum motivo… e McCrae resolve segui-la. A cena que mostra ele a perseguindo é estupidamente longa, e acaba nas docas.

E então…

OHHHHHH! Descobrimos que Sally é a informante do assassino, que por sinal se chama Matt Cordell, e que ele pretende matar o prefeito e o comissário de polícia!

McCrae começa a pesquisar sobre Matt Cordell nos arquivos da polícia e descobre que ele era tido como um super policial que matava a bandidagem e fazia valer a boa e velha justiça do oeste, e que isso não fez muito bem a ele, visto que ele foi preso por abuso de poder e morreu na prisão.

Damn, não se pode nem ser um psicopata em paz nessa cidade.

Então temos um flashback de Cordell chegando a prisão onde foi condenado a passar o que restava da sua vida, e o vemos tomando banho e, como é praxe em qualquer filme que envolva cadeia, Cordell é atacado no chuveiro.

Luta de pelado!

Cordell começa na vantagem, mas eventualmente é contido por Teobaldo e seus comparsas.

Tudo tem um fim quando Cordell abre a guarda e toma uma facada nas costas. Num surto sádico, Teobaldo, Robson e Joziel decidem desfigurá-lo com a mesma faca, destruindo seu rosto e lhe abrindo um grande sorriso de orelha a orelha. Cordell cai no chão e geral foge rapidinho.

Voltando ao presente, Jack tem seu primeiro encontro com Theresa depois da prisão, juntamente com McCrae. McCrae revela que descobriram quem é o assassino, e que, apesar de estar supostamente morto, Cordell continua brutalizando inocentes. McCrae então deixa Theresa e Jack a sós, para darem uns malhos, e vai até os arquivos, onde é interceptado por Sally e leva a maior surra que alguém já levou de uma pessoa que precisa de bengala para andar.

Ah, tinha esquecido: Sally era “noiva” de Matt e por isso ainda ajudava ele a brutalizar inocentes.

Ok, então Matt está a solta pelo departamente distribuindo um pouco da boa e velha ultraviolência enquanto nossos heróis Jack e Theresa ainda estão presos na sala de interrogatório. McCrae tenta controlar a descontrolada Sally, até que Matt faz um favor a humanidade e acaba com a infeliz, partindo pra cima de McCrae em seguida e lhe dando a segunda surra seguida em cinco minutos de filme.

E faz com tanto gosto que demora alguns bons minutos no processo, pra em seguida jogar McCrae pela janela.

Até mais, McCrae!

Jack e Theresa conseguem escapar e vão para a prisão, onde Cordell teria supostamente morrido, ter uma conversinha com o médico do lugar. Ele acaba confessando que salvou Cordell e forjou sua morte, juntamente com a polícia, para que Matt pudesse continuar levando o amor e a justiça ao mundo.

Ceeeerto…

Theresa e Jack são expulsos da prisão e voltam ao departamento de polícia em pleno desfile de São Patrício. Theresa tenta convencer a polícia de que o assassino é Matt Cordell. Em vão, porque acaba sendo detida com o policial mais repelente do mundo.

Por sorte, Matt acaba matando o tal policial e deixando Theresa escapar, por algum motivo. Nesse momento, a força policial local finalmente nota a presença de Jack e o mete no camburão. No entanto, quem acaba tomando a direção é o próprio Matt, que decide sequestrar Jack porque… porque… porque si, e o que se segue é a perseguição policial que é o climax do filme e que, apesar de não muito original, é bastante bem feita. Tudo acaba no mesmo pier 14 onde McCrae descobriu a ligação entra Sally e Matt lá no começo.

E finalmente vemos como ficou a cara de Cordell depois de tudo!!!

Feia pra caralho.

Matt acaba sendo dominado quando Theresa e um policial anônimo chegam ao local e, ao ouvir as sirenes da polícia, volta a entrar no camburão e decide fugir.

Mas Jack não deixa barato e corre atraz, agarrando-se na porta do camburão para fazer… alguma coisa!

Meu herói!

E há luta, com Matt dando golpes dignos dos Três Patetas enquanto Jack ainda assim consegue se manter agarrado a porta!

E o que se segue é pura loucura, enquanto Matt dirige exatamente na direção de uma viga convenientemente posicionada!

“OPS!”

“OMFG”

“AAAAAAAAAAAH!!!”

“AAAAAAAAAAAAH!!!”

Arte, amigos. Eu lhes digo.

Por fim, Jack sobrevive, o bem vence o mal e o amor e a justiça voltam a reinar absolutos na América!

OU SERÁ QUE NÃO?!

THE END

Maniac Cop não é um filme pra qualquer um. Entretanto, para quem curte filmes B, e em especial os filmes desse tipo da década de 80 e 90, é totalmente imperdível. As atuações são ótimas e a história, apesar de esburacada e cheia de clichês, é muito bem contada.

E, damn, tem Bruce Campbell.

E qualquer filme com Bruce Campbell vale a pena ser visto.

Qualquer filme, menos Congo.

Nota final: 6,5

Arthur “pudim”

Anúncios

Responses

  1. Legal é o CAST do filme… só estrelas…

  2. E esse “Congo”,se for o que eu to pensando,até é legal….

  3. RIMUITO dos comentários das fotos

  4. Congo é aquele que a macaca fala e no final eles destroem um monte de macaco com um laser e um vulcão entra em erupção.

    Não é EXATAMENTE um bom enredo.

    • Ler esse comentário, vendo o teu avatar não deixa uma boa impressão…

      • Não deixaria se tu tivesse olhando pra minha cara também.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: