Publicado por: GicooL | dezembro 29, 2009

The Doors – The Doors (1967)

The Doors (1967)
Doors… Depois que Dylan já havia feito seus melhores discos (na minha não tão humilde opnião), depois do lançamento de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, quandos os Beatles finalmente saíram do “She Loves You, Yeah, Yeah, Yeah” e começaram a se enturmar com os hippies e botar algum ácido nas músicas, depois das guitarras distorcidas do The Jimi Hendrix Experience terem feito um novo tipo de música e durante a proliferação do movimento de contracultura dos anos 60 surgiram a voz rouca do trovador camaleão, embalada por um baterista birrento, um melhores guitarristas da época (que, nem por isso, deixa de ser igualmente birrento) e as notas do maior tecladista que o rock já conheceu.

O debut da banda e do gênio é tido como um dos melhores álbuns de todos os tempos, simplesmente porque você nunca vai achar, em outro lugar, o tour pela mente de Morrison, onde, o que era pra ser uma música simples de despedida acaba em onze minutos de caos, depois que o cara meio rouco com gestos estranhos encena um trecho da dramaturgia grega aos berros, na épica “The End”. Mas isso é o fim do álbum, começaremos pelo início.

The Doors - Filme
QUEIME NAS CHAMAS DO INFERNO, OLIVER STONE!

O álbum começa com “Break On Through”, a canção que você já deve ter enjoado, se viu pelo menos os primeiros quinze minutos do filme “The Doors” (filme extremamente dispensável), a canção que, mesmo em 2.28 minutos, deixa Jim repetir freneticamente o seu título. É a escolha perfeita para se abrir este álbum, além do fato acima relatado, ela tem um belo solo de teclado e bons riffs de guitarra.

Ainda no começo do álbum existe “Alabama Song”, a versão de Jim e Ray para uma opereta alemã. Com um dos refrões mais grudentos do disco, a música se encaixa muito bem na banda… Preciso mesmo falar sobre as bebedeiras óbvias do poeta?

Como sexta faixa deste álbum entra um dos hinos da banda, “Light My Fire”,  que, apesar de escrita principalmente pelo Robby, contém o teclado mais fantástico da história da banda. Mais tarde Morrison se atreveria a cantar a letra completa da música, tida como ousada, por conter a frase girl, we couldn’t get much higher” (garota, nós não poderíamos estar mais “altos”), ao vivo em um programa de televisão, depois de ser advertido.

Uma canção após, há uma cover do blues “Back Door Man”, de Howlin’ Wolf, que também contém alguns convites bem…atrativos…

Doors

E então, depois do vocalista nos cantar “pegue a estrada para o fim da noite” em “End Of The Night” chega o clímax do álbum, uma das maiores canções já escritas, a mistura do riff que eu não consigo colocar em alguma categoria, o massacre de mais de dez minutos de John e a poesia incrível de Morrison, que mistura as suas experiências na faculdade de psicologia e no deserto. Se eu tentasse decifrar esta letra demoraria muito mais tempo do que para escrever esse post, então, meu único conselho é: ouçam.

Esse é um dos álbuns de qualidade indiscutível que são essenciais para definir esta época de reviravoltas, mas, além de tudo, é um prazer imenso.

Nota: 8,0

– Giovanna Nicola

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Responses

  1. “Father… i want to kill you! Mother…*risos* I WANT TO FUCK YOOOOU” imagino o que as pessoas que não manjam dessas obras gregas pensaram…

  2. ótimo post, parabéns, escreve mt bem XD

  3. Errata: “trovador camaleão”. “Camaleão” era o Bowie, esse aí é o “Lizard King”. Favor ler “trovador lagarto”
    Malditos répteis.


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