Publicado por: GicooL | dezembro 30, 2009

Led Zeppelin – Led Zeppelin I (1969)

Page, Plant, Bonham e Jones…

Um dia um cara me perguntou se Led Zeppelin era um cara, se era só um artista.  Bom, meu caro, seria impossível um só artista ter todo o talento que esses quatro ingleses tiveram juntos…

Page, quem vê aquele magricelo, com uma guitarra que deve pesar mais que ele não sabe, de primeira vista, que o cara é o criador do riff (inspiração é o caralho) de uma das músicas mais famosas do metal, “Paranoid”, do Black Sabbath, aquele gurizinho de quinze anos que tocava rockabilly nos anos 50, que depois iria virar a maior lenda viva do rock (desculpa, Bowie).

Plant, aquele loiro com uma camisa meio aberta, urrando apelidos amorosos no microfone. A questão é que esses urros alcançavam (e alcançam ainda, em algumas ocasiões) notas que ainda não conheciam a voz de nenhum homem.

Bonham, o pulso do Led Zeppelin, só não confunda pulso com baterista de death metal (ou o Keith Moon)… Baterista de death metal quebra os cymbals, se é que sabe o que é isso… O Bonham não fazia isso, só ouvir a magestria de “How Many More Times”.

Jones, em “Dazed and Confused” fez a que eu considero uma das melhores linhas de baixo de todas, apesar da simplicidade. Não considero um baixista tão talentoso assim, não como Entwistle ou Geezer, mas ele se salva pelos bicos no teclado, como na única “All My Love”, do In Through The Outdoor, o penúltimo álbum do Led…

Passada a não tão rápida historinha sobre a opnião de sua narradora, chegamos na revisão do debut do Zeppelin de Chumbo, fique conosco se perdendo nesta viagem, faixa a faixa do álbum:

Então, o Led Zeppelin I é o álbum em que você pode ouvir todas as inspirações para o próprio Led, futuramente…O jazz nas covers de Willie Dixon, o blues dos magníficos solos de Page e os ritmos indefiníveis que só saem das partituras do Led.

LZ

Começando com uma música fácil e, provavelmente, a menos elaborada do disco, “Good Times, Bad Times” se destaca um pouco pela bateria e, em alguns momentos pela linha de baixo.

Depois do começo um pouco hard, “Babe I’m Gonna Leave You” é um dos exemplos dos estilos musicais únicos desta banda. Ela começa com os lamentos de Plant e se estende até a coisa mais prazerosa que a banda tem a oferecer: duelos de guitarra – vocal, enquanto John Bonham tem um ataque no seu drum kit.

Começando com a harmônica do símbolo sexual de uma época, que depois dá lugar aos berros do mesmo, “You Shook Me” é uma das minhas canções favoritas do álbum. É uma pena que o talento de Plant na gaita não seja tão usado assim.

Depois do começo eclético vem a verdadeira matéria-prima do metal, o pai do riff grudento do primeiro disco do Black Sabbath: “Dazed and Confused”. Começa com uma linha de baixo e umas notas agudas na guitarra distorcida de Page e, bom, como tudo no Led, acaba bem, com berros, solos de blues e uma bateria explodindo.

LZ2

“Your Time Is Gonna Come” tem influências de soul e country. Detalhe para as músicas do Led com um toque de country, que têm “Hats Off To Harper” como a mais conhecida. O órgão e o refrão são toques incríveis da música, destaque pra eles.

Com uma outra mistura, entre algo como country, folk e uma percussão incrível, “Black Mountain Side” é uma faixa instrumental e relativamente curta. Merece uma review curta.

A canção mais pesada do álbum,  que poderia estar no épico Led Zeppelin IV é “Communication Breakdown”. Destaque para o solo e para as backing vocals do final.

Outra cover do Willie Dixon, que já começa com um vocal delirante é “I Can’t Quit You Baby”. É quase uma versão beta de “Since I’ve Been Loving You”.

Enfim, a última, maior e melhor canção do disco, “How Many More Times” tem um ritmo dançante (não confundam esse dançante com dançante de Franz Ferdinand, meus caros). Realmente não sei porque prefiro ela.

Então, depois desta confusão onde não dá para entender nada, onde eu só joguei as revisões no meio do post e dessa história rápida da banda, só o que te resta é delirar.

Nota: 7,5

-Giovanna Nicola

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