Publicado por: GicooL | janeiro 3, 2010

[ER] Little Joy – Little Joy

LLCOOLJ

Então, post 2 em 1. Hoje começamos a coluna “Eu Recomendo”, abreviada para a tag “[ER]”, que consta no título acima. A coluna será semanal e os blogueiros irão revezar as reviews sobre bandas novas e/ou desconhecidas de seu gosto.

Agora que já sabem da novidade, partiremos para a review, que, além de uma review normal, faz parte da nova coluna do blog e também é uma singela homenagem para um ser vivo que partiu desta realidade para outra melhor – não, o indivíduo em questão não morreu, só foi pro primeiro mundo, abandonando aqui a sua narradora.

Little Joy é uma banda de indie/alternative rock americo-brasi-mundana, pelo fato de que cada um dos três integrantes são de nacionalidades diferentes. Ok, os integrantes: Fabrizio Moretti, (ex?) baterista do Strokes que aqui toca guitarra como instrumento principal, Rodrigo Amarante, (ex?) guitarrista e vocalista dos Los Hermanos, que continua como era – talentoso, extremamente talentoso – e a namorada do Fabrizio e desconhecida multi-instrumentista (como todos) Binki Shapiro.

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paqera mto loka

A banda tem um som bem praiano e simples, apesar da variedade de instrumentos. A maioria das composições ficam por conta dos machos da casa (quem ousar postar um comentário sobre a sexualidade do Los Hermanos será apedrejado até a morte), logo, os arranjos e as letras têm uma qualidade indiscutível.

Na primeira música, como já é usual, a banda em questão deve anunciar como soarão pelos próximos minutos, dentro de uma canção relativamente pequena. É isso que “The Next Time Around” faz, que, apesar da grande quantidade de instrumentos e instrumentistas, pode ser abreviada para qualquer um com um violão, uma voz e uma praia.

Indo adiante vem “Brand New Start”, a música da propaganda do Sonho de Valsa, uma das melhores faixas, com o melhor refrão.

Pra completar a definição da banda vem uma faixa em que o Amarante solta um pouco o seu espírito~~ de ex-Los Hermanos. “Play The Part” não é a melhor canção down do álbum, mas merece um destaque.

Depois, chega “No One’s Better Sake”, a faixa que aparecia na propaganda do disco na televisão – se você acha que não conhece, veja o clipe – e a única que eu consegui tocar no violão. Sintetizador (é um sintetizador ou um teclado?) incrível, palmas pra ele!

Passada a revelação de que o baterista do Strokes sabe tocar guitarra e a volta aos velhos tempos do Amarante, enfim, Binki Shapiro canta em *tossida* “Unattainable”. Ah, eu queria aprender a tocar isso… E cantar também… Mas eu não queria namorar o Fabrizio Moretti. Sem muitos comentários pra essa faixa, próxima!

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deu crto rsrss  hmm

Ok, “Shoulder to Shoulder”, outra música predominantemente escrita pelo Amarante. Sem novidades, só um destaque pra letra.

Ah, acabei de falar sobre as faixas escritas pelo Amarante, não é que não sejam fantásticas, é que o álbum não é do Los Hermanos e eu devo estar na frente da praia, não é um bom momento para fazer as caretas do vocalista enquanto canto baixo. (“With Strangers”)

Reclamação atendida, seguimos para “Keep Me in Mind”, enfim a harmonia entre a quase sempre melancólica voz do Amarante, a guitarra semi-acústica e os instrumentos alternativos. Destaque pro refrão com aquelas forçadas de voz.

“How to Hang a Warhol”, a melhor música do disco, batida incrível (com direito a se pronunciar “in-crí-vel”). Tri de ficar cantando na cabeça (ah, que comentário dispensável, vejam só a minha recaída).

Em seguida, vem outra das raras canções em que a Binki canta, “Don’t Watch Me Dancing” é simples e ótima, como o álbum. A vocalista não dá aquelas forçadas como em “Unattainable”, o que a difere um pouco do resto dos vocais femininos da atualidade.

Pra acabar o álbum, a canção mais Los Hermanos, a única que é toda em português. “Evaporar” é a melhor faixa down do debut da banda.

Depois de 30 minutos de pegassaum praia, até o sol se pôr nas três primeiras cordas do violão, o primeiro álbum dessa banda é, como o nome nos propõe, livre de compromissos ou obrigações, só pelo prazer da música (e q praser rsrss).

Observação inútil: Eu não falarei o teu nome, Van.

Nota:  7,0 na escala geral.

8,5 na escala atual, visto o cenário musical da nossa época.

– Giovanna Nicola

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